Cultura
Wagner Moura, Papa Leão XIV, João Gomes: os bonecos de Olinda de 2026
Cultura
Mais de 200 bonecos na folia. Essa é a expectativa da organização do Desfile dos Bonecos Gigantes que acontece em Olinda e no Recife para o Carnaval de 2026.

Do Papa Leão XIV, passando por Lady Gaga, pelo cantor João Gomes e pelo ator Wagner Moura, várias personalidades de segmentos bem distintos vão ser homenageadas com esculturas dos bonecos.
Elas se juntam a figuras que já são referência do carnaval pernambucano, como o “Homem da Meia-Noite”, a “Mulher do Meio-Dia” e o “Menino da Tarde”.
Algumas celebridades já homenageadas ganham vestuário e cabeças novas, como o boneco de Bob Marley, que celebra o regueiro jamaicano lembrando os 45 anos do seu falecimento. A arte é assinada por Guilherme Paz, da Embaixada dos Bonecos, que também é responsável por outras figuras — entre elas, ilustres pernambucanos: o cantor e compositor Chico Science e o diretor de cinema Kleber Mendonça Filho, um estreante na versão boneco de Olinda no carnaval.
Pelo seu perfil no X, Kleber levou com bom humor a homenagem e passou a usar a imagem do boneco gigante de argila e fibra de vidro como foto de perfil na rede social. O cineasta escreveu: “Não pediram autorização, acho uma esculhambação. Viramos eu e Wagner Moura boneco gigante no carnaval. Adoro”.
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No caso dos Bonecos da Embaixada, o empresário e produtor cultural Leandro Castro e sua esposa, Sineide Castro, criaram uma nova geração dos bonecos gigantes, junto com o trabalho do filho Guilherme. Ele conta um pouco sobre a técnica utilizada.
“Para isso, a gente criou uma nova técnica para confecção desses bonecos. A gente modela eles em argila. Com isso, conseguimos dar bastante expressão facial nesses bonecos. Depois dessa fase, é feito uma fôrma em gesso e o produto final é fibra de vidro. Com isso, os bonecos ficaram mais leve e com muito mais durabilidade”.
O cantor Péricles também teve um encontro “cara a cara” com sua versão folião gigante feita por outro artesão referência na confecção dos bonecos, o artista plástico André Vasconcelos. Péricles celebrou a homenagem.
“Minha gente, estamos aqui do lado dessa obra. Isso é um boneco de Olinda. André Vasconcelos, que é o artesão, ele faz os bonecos de Olinda. E essa imagem aqui, do Pericão, que eu tô muito feliz de representar. E vocês que vão curtir essa festa junto com a gente. É tudo para vocês”.
Onde e quando ver os bonecos
No Recife, entre os compromissos organizados pela Embaixada estão:
- A Apoteose dos Bonecos Gigantes, no Alto da Sé, na segunda-feira de carnaval, a partir de 9h;
- E o Encontro dos Bonecos Gigantes, na Praça do Arsenal, a partir de 17h, na terça de carnaval.
Já em Olinda, o 37º Desfile dos Bonecos Gigantes, coordenado pelo Mestre Silvio Botelho, acontece na terça-feira de carnaval, com concentração a partir de 9h, no Largo do Bom Sucesso.
O primeiro momento reunindo os bonecos novos e os já tradicionais está marcado para o próximo sábado pela manhã, na corrida de Bonecos Gigantes promovida pela Prefeitura de Olinda. Este ano, o evento terá dois momentos. Uma primeira corrida às 9h, na Rua de São Bento, com a inclusão de obstáculos. Ao meio-dia, os bonecos largam na principal disputa, saindo do Mercado da Ribeira.
*Com produção de Luciene Cruz
Cultura
Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até 3 de maio
Após uma seleção acirrada, com quase 900 filmes inscritos, a capital do país recebe um dos festivais de cinema mais importantes da região, o Festival Internacional de Cinema de Brasília, também chamado de BIFF. O evento foca na divulgação de produções de qualidade, mas que dificilmente entram no circuito tradicional.

Um dos critérios para a escolha dos filmes é o tempo de trabalho de cada diretor, que não pode ter produzido mais de três obras. A ideia é valorizar quem está começando e tem potencial para despontar, como destaca Natasha Prado, diretora executiva do evento.
“É para dar oportunidade a novos diretores que ainda não tiveram a oportunidade de mostrar seu trabalho no mercado que, infelizmente, é ainda fechado. Inclusive, geralmente, esses diretores que estão começando mostram sempre suas melhores obras no início da carreira. Por exemplo, Tarantino, com Cães de Aluguel”.
A programação conta com duas competições principais, a júnior e a de longas-metragens, voltadas para públicos de diferentes idades. Natasha Prado explica cada uma delas.
“O BIFF Júnior é voltado ao público jovem. Então nós temos uma curadoria mirim, que analisa os filmes com o olhar deles junto com a Anna Karina de Carvalho, que é a nossa diretora artística, e eles avaliam roteiro, qualidade, direção. Para que filmes juvenis tenham mais espaço, que eles não costumam ter nas salas de cinema. E a mostra competitiva, eles precisam atender essas mesmas características de qualidade. Os nossos curadores buscam filmes que impactam, que tenham temas relevantes, roteiros bons”.
Nesta edição do evento, a homenageada é a produtora Gullane, responsável por grandes filmes nacionais. Algumas das produções da empresa exibidas no evento são “O ano em que meus pais saíram de férias” e “Que horas ela volta?”. Natasha Prado reforça a relevância da Gullane.
“A produtora Gullane, ela é uma das principais do Brasil e do cinema brasileiro, principalmente do cinema da retomada. Eles têm mais de 80 filmes e também tem muita participação em festivais internacionais, levando o cinema brasileiro para fora, além de ser pioneira em coproduções, isso é muito importante”.
Natasha fala ainda sobre o momento vivido pelo cinema brasileiro, com o país concorrendo ao Oscar por dois anos seguidos, com “O Agente Secreto” e “Ainda estou aqui”, que venceu na categoria Filme internacional.
“É um ano muito especial. Já é o segundo ano consecutivo que o Brasil concorre a prêmios importantes no Oscar, o que dá muita visibilidade. Mas o Brasil sempre teve muita atenção internacional. Tanto que os festivais de cinema no Brasil sempre recebem muitos filmes e muitas inscrições. Então, mais do que nunca, eu acho que o Brasil está nos holofotes, estamos levando os nossos filmes para as salas no mundo inteiro e também trazendo muitos filmes do mundo inteiro para o Brasil”.
Outras atrações do festival são a Mostra de Cinema Negro e o Encontro dos Festivais. A ideia é fortalecer o audiovisual brasileiro, valorizando a diversidade e” promovendo o diálogo entre profissionais da área.
O Festival Internacional de Cinema de Brasília acontece até o dia 3 de maio no Cine Brasília, um dos mais tradicionais da cidade. A entrada é franca!
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