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PF deflagra Operação Glycon contra comercialização ilegal de dados sensíveis de pacientes do SUS

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Brasília/DF – A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (4/2), a Operação Glycon, com o objetivo de desarticular uma estrutura empresarial voltada ao acesso, ao tratamento e à comercialização indevida de dados pessoais sensíveis de saúde de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Vinhedo/SP, de Valinhos/SP e de São Paulo/SP, em endereços vinculados à empresa investigada e a seus sócios administradores.

A investigação teve início após notificação do Ministério da Saúde, por meio do DATASUS, acerca de incidente de segurança cibernética envolvendo uma ferramenta comercializada pela empresa investigada, baseada em inteligência artificial e destinada a profissionais de saúde. As apurações indicaram que o sistema permitia o acesso indevido a informações clínicas sigilosas de pacientes, mediante consulta por dados identificadores.

Durante as diligências, a Justiça Federal determinou a suspensão imediata de domínios e de APIs vinculados à empresa, com o objetivo de interromper a continuidade da exposição dos dados.

Os investigados poderão responder pelos crimes de invasão de dispositivo informático e de receptação qualificada de dados, cujas penas somadas podem chegar a 13 anos de reclusão, sem prejuízo de outros delitos que venham a ser identificados no curso das investigações.

Comunicação Social da Polícia Federal
Superintendência Regional no Distrito Federal
Contato: (61) 2024-7557 / 2024-7666
E-mail: [email protected]

Fonte: Polícia Federal

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PF intensifica ações da Missão Redentor II e prende 14 pessoas em três dias no RJ

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Brasília/DF. A Polícia Federal deflagrou, entre esta quarta-feira (11/3) e segunda-feira (9/3), três fases da Operação Anomalia, com o objetivo de desarticular núcleos de uma organização criminosa formada por agentes públicos e operadores financeiros que atuavam para favorecer facções do tráfico de drogas e milícias no estado do Rio de Janeiro. A ação se insere no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II.

Ao longo dos três dias, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro e em municípios da Região Metropolitana. Entre os presos estão dois delegados – um da Polícia Federal e outro da Polícia Civil do Rio de Janeiro -, dois policiais civis e sete policiais militares. Um dos investigados encontra-se foragido no exterior, com medidas em andamento para inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.

Durante as diligências, foram apreendidas armas e acessórios, munições, cerca de R$ 50 mil em espécie, celulares e outros dispositivos eletrônicos, um veículo e documentos diversos. As decisões judiciais também determinaram bloqueio de bens, suspensão de atividades empresariais e o afastamento imediato dos servidores públicos investigados de suas funções.

Operação Anomalia

Cada etapa da Operação Anomalia foi direcionada à desarticulação de diferentes núcleos da organização criminosa identificada pelas investigações:

Primeira fase (9/3) – As ações tiveram como alvo um grupo responsável por negociar vantagens indevidas em troca de informações e influência para beneficiar um traficante internacional de drogas. Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão no Rio de Janeiro.

Segunda fase (10/3) – A investigação avançou sobre um núcleo composto por policiais civis e operadores financeiros, que utilizavam a estrutura estatal para extorquir integrantes de facções criminosas, além de praticar corrupção e lavagem de capitais. Foram cumpridos quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão, em adição ao bloqueio de valores em contas bancárias e criptoativos vinculados aos investigados.

Terceira fase (11/3) – A última etapa teve como alvo policiais militares cooptados pelo crime organizado para facilitar a logística de traficantes e milicianos, blindar criminosos e ocultar recursos ilícitos, utilizando as prerrogativas da função para tal. Com apoio da Corregedoria da PMERJ, foram cumpridos sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Nilópolis.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais, entre outros delitos. Todo o material apreendido será submetido à análise pericial, com o objetivo de aprofundar as apurações e identificar outros envolvidos no esquema.

Combate ao crime organizado

As apurações são conduzidas no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, iniciativa coordenada pela Polícia Federal e voltada ao enfrentamento de grupos criminosos violentos no estado do Rio de Janeiro, com foco na desarticulação de suas conexões com agentes públicos, operadores financeiros e estruturas políticas.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da PF
[email protected]

Fonte: Polícia Federal

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