Política
Wellington Fagundes destaca novo ciclo de desenvolvimento para Cáceres, com inaugurações da ZPE e do Aeroporto
Política

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) esteve em Cáceres nesta sexta-feira (24) para participar das inaugurações da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e da reforma e ampliação do Aeroporto Municipal Nelson Martins Dantas, dois marcos estruturantes para o avanço logístico e industrial do Oeste mato-grossense.
Com investimento total de R$ 51,3 milhões, a ZPE de Cáceres é uma área de livre comércio voltada à instalação de empresas exportadoras. O complexo ocupa 240 hectares e conta com status alfandegário concedido pela Receita Federal, o que permite o início imediato das operações.
Durante a solenidade, Wellington Fagundes destacou a importância histórica da ZPE, cuja implantação é aguardada há mais de três décadas. Segundo ele, a estrutura agora inaugurada representa um passo decisivo para consolidar Cáceres como polo de exportação.
“Hoje nós estamos entregando uma área com toda a estrutura física, mas também com o desembaraço da burocracia. Agora precisamos viabilizar a vinda das indústrias para cá. E a viabilidade dessa ZPE está principalmente nos produtos da produção rural, do agronegócio”, afirmou o senador.
O parlamentar ressaltou que o projeto é fruto de um longo trabalho de articulação junto a diversos governos, desde o início de sua trajetória política. “Foram anos de luta, de persistência e de diálogo com sucessivos governos para que Cáceres pudesse viver este momento histórico”, reforçou.
Fagundes destacou que a ZPE tem vocação exportadora, especialmente voltada a grãos, madeira, carne e derivados, e que o sucesso da área depende de uma logística eficiente. “Para atrair outras indústrias com essa mesma viabilidade, nós temos que pensar em uma logística eficiente. E aqui, as duas alternativas principais para reduzir custos são a hidrovia Paraguai–Paraná e as rodovias. Inclusive, já estou trabalhando junto ao Ministério dos Transportes para trazer a secretaria da área de portos, porque precisamos fazer a dragagem do Rio Paraguai”, explicou.
O senador lembrou que, em anos anteriores, foram realizadas obras de contenção para evitar o rompimento da BR que corta a cidade, e defendeu a expansão da ferrovia Ferronorte até Cáceres, projeto que ele classificou como “um sonho antigo” de integração logística do Estado.
“A ferrovia, junto com a hidrovia Paraguai–Paraná, vai transformar essa região em um grande polo logístico, integrando o agronegócio de Mato Grosso com os portos e com o mercado internacional”, completou.
Fagundes destacou que seguirá trabalhando pelas autorizações ambientais necessárias para viabilizar essas obras estruturantes e garantir o pleno funcionamento da hidrovia. “Não basta inaugurar, é preciso fazer funcionar, gerar emprego e renda para o povo dessa terra que tanto trabalha e acredita no futuro”, disse.
Aeroporto Municipal: conectividade e turismo
Além da ZPE, Wellington Fagundes acompanhou a inauguração da reforma e ampliação do Aeroporto Municipal Nelson Martins Dantas, obra que recebeu R$ 2 milhões em emenda parlamentar de sua autoria. O projeto contou com o investimento total de R$ 4,9 milhões do Governo Federal e contrapartida de R$ 4,7 milhões do Governo do Estado.
As obras incluem a construção de um novo terminal de embarque e desembarque, recapeamento da pista de pouso e decolagem e novos guichês para companhias aéreas.
“O novo aeroporto é um investimento estratégico. Cáceres é uma cidade de fronteira, com grande potencial no Pantanal e vocação natural para receber visitantes e investidores. Essa modernização representa mais conectividade, mais oportunidades e mais desenvolvimento para toda a região Oeste”, destacou Fagundes.
A agenda contou com a presença do governador Mauro Mendes, da prefeita Eliene Liberato Dias, de parlamentares estaduais e de lideranças empresariais. Para o senador, as inaugurações simbolizam o início de uma nova fase de prosperidade, geração de emprego e renda para Cáceres e para todo o Oeste de Mato Grosso.

Política
Expedição fluvial chega a Cuiabá e debate futuro do Rio Cuiabá com pescadores e comunidades ribeirinhas

A reunião da expedição fluvial no Rio Cuiabá, liberada pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), chegou na capital de Cuiabá, nesta terça-feira (10), no Centro de Eventos Beira Rio, na comunidade São Gonçalo Beira Rio. O encontro reuniu pescadores, moradores de comunidades ribeirinhas, representantes de órgãos públicos e especialistas para discutir a situação do rio e os impactos enfrentados pela categoria pesqueira.
Durante a abertura do encontro, o parlamentar agradeceu a presença do público e ressaltou a importância do diálogo com as comunidades tradicionais. “Quero agradecer todos os presentes que atenderam ao convite. Vamos trocar uma ideia sobre o Rio Cuiabá, ouvindo vocês que já foram escutados em outros momentos. A maioria aqui são pescadores, pessoas que ajudaram a construir Cuiabá. Independente do patrimônio cultural, aqui está a nossa raiz”, afirmou.
Wilson Santos destacou que a expedição percorrerá cerca de 900 quilômetros pelo Rio Cuiabá e voltou a tratar da proposta de construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), empreendimento apresentado pela empresa Maturati, que previa a instalação de estruturas em um trecho de cerca de 190 quilômetros do rio, com capacidade de geração total de 156 megawatts (MW) de energia. Segundo ele, o projeto não foi aprovado e nem acatado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
“Esse projeto foi indeferido pela Sema. Nas comunidades que visitamos até agora, todas disseram não para a construção de hidrelétricas no Rio Cuiabá. Essa já é a quinta comunidade que consultamos e todas mantêm a mesma posição”, relatou o deputado.
Ele afirmou que a expedição tem justamente o objetivo de manter o debate público sobre o tema. “Estamos repetindo essa descida pelo rio para que um assunto importante como esse não caia no esquecimento e passe despercebido. Estamos acompanhando esse processo tanto na esfera estadual quanto federal”, disse.
Outro tema central da reunião foi o atraso no pagamento do seguro-defeso aos pescadores de Mato Grosso. O benefício, pago durante o período da Piracema, garante renda aos pescadores durante o tempo em que a pesca é proibida. O parlamentar criticou a situação enfrentada pela categoria.
“Essa lei do Transporte Zero já trouxe prejuízos para os pescadores. Agora vem mais essa situação do não pagamento do seguro-defeso. Os pescadores ficaram quatro meses sem trabalhar, podendo exercer a atividade apenas oito meses no ano. Estamos lutando e tenho esperança de que possamos reverter essa situação”, afirmou o parlamentar.
Ele também questionou o baixo número de adesões ao programa estadual Repesca, que prevê auxílio aos pescadores. “Os pescadores de Mato Grosso têm muito receio de aderir ao Repesca e isso interferir no direito à aposentadoria especial no INSS. Isso acaba gerando uma interrogação na cabeça dos pescadores e provocou uma baixíssima adesão ao programa”, observou.
A pescadora Sandra Maria Oliveira, que é atual presidente da Colônia de Pescadores Z-1, em Cuiabá, manifestou preocupação com a situação enfrentada pelos pescadores. “Quanto às hidrelétricas, somos totalmente contra. Hoje, nossa maior preocupação é o seguro-defeso. Os pescadores ficaram quatro meses sem trabalhar e sem previsão de receber. Eles já são penalizados com a Lei do Transporte Zero. Precisamos de ajuda”, afirmou.
O superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de Mato Grosso, Gerson Delgado, explicou que o pagamento do benefício depende de questões técnicas, orçamentárias e políticas do governo federal. Filho de pescador, ele relatou sua ligação com a atividade pesqueira. “Eu tenho certeza da dor da atividade pesqueira, porque já vivi isso na pele. Meu pai era um simples lavrador de Santo Antônio de Leverger e buscou na pesca uma alternativa para sustentar a família. Ele vivia de segunda a segunda na beira do rio e conseguiu criar dez filhos, todos com nível superior. Por isso estou aqui hoje para servir”, ressaltou.
Conforme Delgado, o governo federal ainda analisa os requerimentos relacionados ao benefício. “Foi publicada uma medida provisória, em novembro de 2025, para verificar quem realmente é pescador. Em alguns estados houve um aumento muito grande no número de pescadores cadastrados. Os demais estados já protocolaram os requerimentos e eles estão sendo analisados. Infelizmente, Mato Grosso ficou nessa situação. Se depender do Ministério do Trabalho, haverá celeridade no atendimento que o pescador merece”, explicou.
Ele destacou que o pagamento depende da liberação de recursos federais. “Tendo a dotação orçamentária, o pagamento pode ser resolvido imediatamente. Mato Grosso é o único estado que ficou nessa situação e precisamos trabalhar para resolver o passivo”, acrescentou.
A presidente da Associação dos Artesãos, Júlia Rodrigues, alertou para a necessidade de mobilização imediata das comunidades. “Temos que começar a gritar desde agora, não esperar acontecer. Há muito tempo estamos pedindo socorro pelo Rio Cuiabá. Precisamos dizer não para as hidrelétricas e cuidar do nosso patrimônio”, afirmou.
Já o secretário municipal de Obras de Cuiabá, Reginaldo Teixeira, ressaltou a importância do rio para a capital. “O Rio Cuiabá é fundamental para a nossa cidade e precisamos cuidar e preservar esse patrimônio. Estou à disposição para colaborar no que for necessário”, declarou.
O secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico de Cuiabá, Luiz Fernando Medeiros, destacou que o turismo pode contribuir para fortalecer a economia das comunidades ribeirinhas. “O turismo é uma alternativa de renda importante. Não vemos conflito entre pescadores artesanais e pesca esportiva. O que precisamos é preservar o rio e valorizar a cultura das comunidades”, afirmou.
Também participaram da reunião o professor e ex-pescador Wises Antunes Corrêa e a presidente do bairro São Gonçalo Beira Rio, Cleide Rodrigues Moraes, que ajudou na organização do encontro. “Qualquer iniciativa que seja boa para nossa comunidade é bem-vinda. Agradecemos ao deputado Wilson Santos por visitar as comunidades ribeirinhas e ouvir nossa população”, declarou Wises.
Os moradores também lembraram que os impactos ambientais no Rio Cuiabá se intensificaram após a construção da Barragem de Manso, na década de 1990, situação que, segundo os pescadores, ainda provoca reflexos na atividade pesqueira e no equilíbrio ambiental do rio. Para Wilson Santos, a expedição tem justamente o objetivo de dar visibilidade a esses problemas e fortalecer o diálogo com as comunidades que vivem às margens do Rio Cuiabá.
Além da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a comitiva da expedição é formada por representantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), da Marinha do Brasil – por meio da Capitania Fluvial de Mato Grosso, do Batalhão da Polícia Militar de Proteção Ambiental, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Cuiabá e da Associação do Segmento da Pesca de Mato Grosso (ASP-MT).
Fonte: ALMT – MT
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