Saúde
Anvisa e PF vão combater venda ilegal de medicamentos emagrecedores
Saúde
A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) pretendem assinar um acordo de cooperação para combater, conjuntamente, o mercado ilegal das chamadas canetas emagrecedoras – medicamentos injetáveis que utilizam substâncias como a tirzepatida e semaglutida no tratamento da obesidade.

Segundo o diretor da Anvisa, Daniel Pereira, a parceria vai permitir a intensificação do enfrentamento a crimes e riscos sanitários envolvendo a produção, importação e venda irregular de medicamentos. O objetivo é frear a comercialização ilícita de produtos sem registro e comprovação de origem e qualidade, inclusive por meio de plataformas digitais.
“Esta articulação ganha ainda mais relevância diante do aumento expressivo de eventos adversos associados ao uso destes medicamentos, muitas vezes sem prescrição médica ou com produtos sem qualquer garantia de qualidade, pureza ou segurança”, disse Pereira ao abrir, nesta quarta-feira (6), a 7ª Reunião Pública da diretoria da agência.
De acordo com Pereira, a cooperação consolida um modelo já testado em operações conjuntas pontuais, como a Heavy Pen, que, no mês passado cumpriu 45 mandados judiciais de busca e apreensão e 24 ações de fiscalização no Espírito Santo, em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, no Pará, Paraná, em Roraima, no Rio Grande do Norte, em São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.
<<Canetas emagrecedoras: entenda quando o uso pode fazer mal à saúde
“Trata-se, portanto, de uma cooperação que vai além da resposta pontual. Ela consolida um modelo de atuação integrada, preventiva e baseada em evidências”, comentou Pereira.
Ele frisou que as ações anteriores evidenciaram “a gravidade do problema, com apreensão em larga escala, interdições de estabelecimentos e a identificação de substâncias sem registro”.
Na prática, os medicamentos apreendidos em futuras operações conjuntas, frutos da parceria, serão analisados de forma integrada, com perícia da PF e suporte técnico da Anvisa, permitindo avaliar a composição dos produtos ilícitos.
“Para a autoridade sanitária, isto é essencial à avaliação do risco concreto à saúde da população. Já para o Estado, os resultados [da análise conjunta] fortalecem os inquéritos criminais, contribuindo para interromper cadeias ilícitas altamente organizadas, muitas, interestaduais e apoiadas em plataformas digitais”, acrescentou Pereira.
Ao defender a atuação regulatória, o diretor destacou que a proteção à saúde exige uma resposta coordenada entre diferentes esferas do governo e a superação do impasse entre o necessário rigor técnico e a importância da disponibilidade de medicamentos.
“A saúde pública do século 21 exige instituições fortes, técnicas, éticas e comprometidas com o bem coletivo”, afirmou.
De acordo com Pereira, “para ser efetiva, a atuação regulatória precisa dialogar, de forma estruturada, com as ações de fiscalização, investigação e repressão criminal”, concluiu o diretor da Anvisa.
Saúde
Maioria dos pacientes que importam remédios canábicos faz musculação
Uma pesquisa inédita da Blis Data 2026, a maior base de dados sobre pacientes canábicos da América Latina, aponta a musculação como a principal atividade praticada por quem faz esse tipo de tratamento com produtos importados. Ela aparece no topo da lista das modalidades mais populares, com 44%.

Levantar peso para trabalhar os músculos fica em primeiro lugar com forte predominância, já que a segunda colocada, a caminhada, soma apenas 9%. Corrida e pilates respondem, respectivamente, por 8,4% e 8%.
Na quinta colocação fica o ciclismo (6%). Em uma relação mais longa, de 10 posições, o futebol figura em penúltimo, isto é, 9º lugar.
A maioria (54%) dos participantes se exercita de três a cinco vezes por semana. Um quinto (20%) mantém-se ativo diariamente.
A Blis Data 2026 revela ainda as queixas mais comumente relatadas pelos pacientes canábicos. São elas: perda de foco (1°), sono ruim (2°) e estresse matinal (3°).
Outro dado importante diz respeito à utilização casada do medicamento canábico com outros, convencionais. Nesse caso, a parcela é de mais de 54%.
A plataforma elaborou o levantamento após filtrar mais de 75 mil cadastros seus, limitando-se a analisar somente os hábitos do grupo não sedentário, majoritário e que totaliza mais de 47 mil pessoas. Os cadastros são feitos voluntariamente e incluem questões sobre aspectos emocionais concernentes ao uso de medicamentos à base de cannabis sativa.
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