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Saúde

Perseverança e moderação: segredos para cumprir metas no novo ano

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Saúde

Um ano acaba, outro começa e, em geral, as pessoas traçam metas pessoais para o novo período. Na maioria das vezes, porém, são metas amplas que, frequentemente, costumam não ser cumpridas.

Para o coordenador da unidade cardiointensiva do Hospital Badim do Rio de Janeiro, Felipe Cosentino, a chave para transformar metas em acontecimentos realizáveis é a perseverança. De acordo com o médico, a primeira grande coisa é não estabelecer metas grandes demais, que podem acabar gerando frustração e abandono.

Felipe Cosentino afirmou que a lista dos desejos da população é grande e costuma incluir novo amor, casamento, o trabalho dos sonhos, comprar algo muito desejado, a promessa de cuidar melhor da saúde e do bem-estar. A questão, disse ele, é que alguns desses objetivos não são alcançados.

Para transformar a promessa em realidade, ele recomendou que as pessoas substituam as metas por hábitos sustentáveis e quer possam ser alcançados aos poucos. Em vez de ‘vou emagrecer’ ou ‘vou fazer exercícios’, o melhor é definir metas concretas e possíveis, como ‘caminhar três vezes por semana’ ou ‘reduzir o consumo de ultraprocessados’.

 


Rio de Janeiro (RJ), 01/01/2026 - Metas de ano novo. Médico Felipe Consentino. Foto: Hospital Badim/Divulgação

Rio de Janeiro (RJ), 01/01/2026 – De acordo com o cardiologista Felipe Consentino, é importante não estabelecer metas longas. Foto: Hospital Badim/Divulgação – Hospital Badim/Divulgação

Segundo Cosentino, a constância, mesmo que se apresente com pequenos passos, é o que garante resultados duradouros.

Avaliando a saúde

Esse período de balanços pessoais e profissionais representa uma oportunidade também para avaliar a saúde. “Revisar exames, consultas e comportamentos permite iniciar o novo ano com mais equilíbrio e prevenção”, assegurou.

“Sem dúvida, é importante que a gente se preocupe com o nosso coração, se preocupe com a nossa saúde como um todo e a saúde cardiovascular é fundamental dentro desse contexto”.

Em relação à saúde cardiovascular, em especial, o médico disse que as pessoas devem evitar a automedicação, procurar sempre o cardiologista, fazer acompanhamento sobre as taxas de colesterol, triglicerídeos, entre outras, evitar gordura, preferir comidas mais leves, melhorar os hábitos de vida.

Melhor caminho

Cosentino explicou que hábitos simples, como manter boa qualidade de sono, ter uma alimentação equilibrada e praticar regularmente atividade física, têm impacto profundo na prevenção de doenças cardiovasculares, metabólicas e mentais.

Lembrou que grande parte das doenças crônicas se desenvolve de maneira silenciosa, como diabetes, hipertensão, mesmo sem apresentar sintomas. Por isso, insistiu que a prevenção é sempre o melhor caminho, porque possibilita o tratamento antes que ocorram complicações mais graves.

Além de reservar momento de descanso para si, Felipe Cosentino indicou que as pessoas devem evitar também o excesso de informações pela internet e redes sociais, valorizando o convívio presencial e o diálogo que tem sumido nas famílias e nas relações com os médicos.

Moderação

O clínico médico e hospitalista do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), Lucas da Silveira Martins, aconselhou as pessoas a buscarem metas que sejam equilibradas e factíveis.

“Porque, quando a gente coloca um objetivo que está muito adiante, isso pode ser um pouco frustrante quando não se consegue o resultado esperado tão rápido. Por isso, meu conselho é moderação, é equilíbrio. Quer dizer, em vez de a pessoa estabelecer metas muito grandiosas, elas devem procurar estabelecer metas mais flexíveis, que possam ser realizadas”.

Martins sugeriu que as pessoas tracem um círculo e coloquem ali todas as áreas de sua vida. 


Rio de Janeiro (RJ), 01/01/2026 - Metas de ano novo. Médico Lucas da Silveira Martins. Foto: HSVP/Divulgação

Rio de Janeiro (RJ), 01/01/2026 – Metas de ano novo: traça um círculo e coloquem ali todas as áreas de sua vida, sugeriu o médico Lucas da Silveira Martins. Foto: HSVP/Divulgação – HSVP/Divulgação

“A gente pode colocar aí o sono, a prática de atividade física, as atividades de lazer, atividades relacionadas ao nosso ciclo social, de trabalho e, sem grandes julgamentos, tentar se dar uma nota, vamos dizer, de 1 a 5, em cada uma dessas áreas”.

De acordo com o clínico, a partir das notas, a pessoa tenta estabelecer uma meta factível do quanto quer melhorar. “Então, por exemplo, se eu me dou uma nota 1 em atividade física, eu posso tentar primeiro chegar no 2, chegar no 3. Isso pode ser conseguido fazendo atividade física duas ou três vezes na semana”, orientou.

Martins lembrou que a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que as pessoas realizem 150 minutos semanais de atividade física aeróbica, só que isso, às vezes, é difícil de alcançar. “Então a gente tem que tentar ter uma meta de curto prazo para talvez, quem sabe no próximo réveillon, poder avançar a nossa nota um pouco mais para perto do objetivo”.

Segundo o médico, se as pessoas conseguirem observar a cada dia seus hábitos e vícios e verificar o que podem fazer para melhorar, com a ajuda inclusive de especialistas, elas vão começar a trilhar um caminho melhor sedimentado, mesmo que seja mais lento.

“Se eu sou um fumante e tenho desejo de parar, eu posso procurar um pneumologista que me ajude com essa meta. Se eu estou com sobrepeso e tenho desejo de emagrecer, eu posso procurar uma orientação médica para fazer isso, fugindo de fórmulas mágicas ou milagrosas”.

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Opas alerta para alta de casos de gripe K e VSR no Hemisfério Sul

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A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu um alerta sobre o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemifério Sul. O período deve ter predominância da gripe causada pela variante K do vírus Influenza H3N2. 

Essa nova variante do vírus da gripe, identificada pela primeira vez no ano passado, foi predominante na temporada de inverno do Hemisfério Norte.

No Brasil, o subclado K foi detectado em dezembro de 2025. Apesar de não ser mais grave do que as outras variantes, ela está associada a temporadas mais longas de transmissão. 

A Opas considera, no alerta epidemiológico publicado na segunda-feira (27), que o cenário na América do Sul é “consistente com o início gradual da temporada de inverno”.

“A atividade da Influenza permanece baixa, com sinais iniciais de aumento em alguns países, predominando o vírus A(H3N2)”, informa a organização. 

Mas, considerando o que ocorreu durante o inverno nos países da parte norte do globo, a Opas alerta que as nações do Hemisfério Sul “devem se preparar não apenas para uma temporada de potencial alta intensidade, mas particularmente para picos de demanda hospitalar concentrados em períodos curtos, que poderiam colocar à prova a capacidade de resposta dos serviços de saúde”. 

No Brasil, a taxa de positividade para a Influenza permaneceu abaixo de 5% no primeiro trimestre do ano, mas já começou a subir no final de março, chegando a 7,4%. O indicador informa qual foi a proporção de testes que deram positivo para o vírus.

“Observa-se uma clara predominância da Influenza A(H3N2), com alta intensidade de circulação”, ressalta o alerta. 

O Ministério da Saúde realiza o sequenciamento do material genético desses vírus por amostragem, para identificar as variantes mais circulantes. Dos 607 testes realizados até o dia 21 de março, 72% corresponderam ao subclado K. 

Mas esse não é o único vírus que inspira preocupação das autoridades de saúde. A Opas também destacou que a circulação do vírus sincicial respiratório (VSR) está aumentando gradualmente em vários países, incluindo o Brasil, “antecipando seu padrão sazonal típico, com potencial impacto na carga de doença em crianças pequenas e outros grupos de risco nas próximas semanas.”

Vacinação

Esse cenário de aumento simultâneo do VSR e do Influenza, somado aos casos de Covid-19, que estão em baixa mas ainda ocorrem em número importante, pode levar ao esgotamento dos serviços de saúde. Por isso, a Opas recomenda que os países da região intensifiquem as ações de vacinação, para prevenir internações e mortes. 

Mesmo com o surgimento dessa nova variante, a vacina contra a gripe se mostrou eficaz no Hemisfério Norte, com uma eficácia de até 75% contra a hospitalização de crianças no Reino Unido, por exemplo, mostra o alerta da Opas. 

A vacina da gripe aplicada no Brasil é atualizada anualmente, para oferecer proteção contra os tipos que mais circularam na temporada de inverno do hemisfério Norte. Entre as três cepas presentes no imunizante deste ano, está a H3N2. 

A campanha nacional de vacinação contra a influenza está em vigor, com prioridade para crianças com menos de 6 anos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades, que têm mais risco de desenvolver quadros graves.

Também fazem parte do público prioritário alguns grupos como trabalhadores da saúde, população indígena, professores e pessoas privadas de liberdade.

O Sistema Único de Saúde também oferece a vacina contra o vírus sincicial respiratório para as gestantes, com o objetivo de imunizar os bebês recém-nascidos e protegê-los da bronquiolite, infecção pulmonar geralmente causada pelo VSR e que pode levar ao óbito. 

Além disso, a Opas recomenda a intensificação de ações de higiene e “etiqueta respiratória”. “Lavar as mãos é a forma mais eficiente de diminuir a transmissão. Pessoas com febre devem evitar ir ao trabalho ou a locais públicos até que a febre diminua. Da mesma forma, crianças em idade escolar com sintomas respiratórios, febre ou ambos devem ficar em casa e não ir à escola”, explica o documento. 

Boletim infogripe

A nova edição do Boletim Infogripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz nesta quarta-feira (29), confirma a avaliação da Opas. Dados coletados entre 19 e 25 de abril mostram aumento nos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados por Influenza A e VSR em todas as regiões do país. 

De acordo com o boletim, 24 das 27 unidades federativas do país estão em nível de alerta, risco ou alto risco para a síndrome, que ocorre quando há agravamento de sintomas, geralmente após a infecção por algum vírus. Em 16 estados, há tendência de aumento dos casos em longo prazo. 

Em 2026, já foram notificados mais de 46 mil casos de SRAG no Brasil e em 44,3% a infecção viral foi confirmada por testes de laboratório. Desses, 26,4% foram causados por Influenza A e 21,5% por vírus sincicial respiratório. Já nas últimas quatro semanas, a proporção de casos positivos por influenza A subiu para 31,6% e a de infecções por VSR atingiu 36,2%. 

Fonte: EBC Saúde

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